11 de Setembro: Repórter revela bastidores de Bush durante ataques

Ex-presidente americano estava em uma escola na Flórida quando foi informado sobre os atentados que mudaram o mundo. Vinte e cinco anos depois, ele expõe pinturas sobre o dia.

No dia 11 de setembro de 2001, o então presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que estava no cargo há oito meses, cumpria uma agenda em uma escola na Flórida para promover políticas educacionais. Em poucas horas, ele enfrentaria o maior ataque em solo americano desde Pearl Harbor, em 1941. Bush estava na Escola de Ensino Fundamental Emma E. Booker, em Sarasota, quando o primeiro avião atingiu uma das Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York. A informação inicial, acompanhada por jornalistas em um centro de imprensa próximo, era de um possível acidente. Contudo, a situação mudou drasticamente quando a segunda torre foi atingida. O presidente já havia sido informado sobre a primeira colisão antes de entrar em uma sala de aula. Enquanto participava de um exercício de leitura com crianças, o chefe de gabinete da Casa Branca, Andy Card, aproximou-se e sussurrou em seu ouvido: "Os Estados Unidos estão sob ataque".

A expressão de Bush ao receber a notícia foi registrada por câmeras e se tornou uma das imagens marcantes do dia. Após ser comunicado, Bush permaneceu sentado por cerca de sete minutos, concluindo a atividade com os alunos. Anos depois, ele explicou que a decisão de não se levantar imediatamente foi consciente, para não assustar as crianças e para projetar uma imagem de calma. "Minha primeira reação foi de raiva. Quem diabos faria isso com os Estados Unidos?", disse ele à National Geographic, afirmando que não ficou em estado de choque. A dimensão dos ataques terroristas se tornou clara rapidamente. As duas torres do World Trade Center desabaram, um terceiro avião atingiu o Pentágono e um quarto caiu na Pensilvânia após reação dos passageiros. No total, os atentados resultaram na morte de aproximadamente três mil pessoas. Da escola, Bush foi levado para a Base Aérea de Barksdale, na Louisiana, e depois para a Base Aérea de Offutt, em Nebraska, onde participou de uma teleconferência com seus principais assessores em um bunker.

Três anos depois, ele revelou à comissão que investigou os ataques que concedeu ao vice-presidente autoridade para ordenar o abate de aeronaves comerciais, se necessário. O presidente retornou à Casa Branca no fim da tarde. Três dias depois, em 14 de setembro, ele visitou o Marco Zero em Nova York. Em meio aos escombros, ao lado do então prefeito Rudy Giuliani, Bush usou um megafone para se dirigir às equipes de resgate: "Eu consigo ouvir vocês. O resto do mundo ouve vocês. E as pessoas que derrubaram esses prédios ouvirão todos nós em breve". Vinte e cinco anos após os atentados, George W. Bush expõe no Texas cerca de 15 pinturas inspiradas em suas lembranças dos ataques. A mostra, intitulada "Lembrando o 11 de Setembro", está em seu museu presidencial em Dallas e retrata momentos de determinação e união, segundo um comunicado sobre a exposição.

Leia a matéria completa

Ler no site