Júlia Medeiros, de 24 anos, passou a ser questionada por seguidores após revelar um lifting facial e diz que precisa provar constantemente que sua imagem não é manipulada por IA ou filtros.
A influenciadora brasileira Júlia Medeiros, de 24 anos, afirmou ter gravado mais de 72 horas de vídeos na tentativa de provar a seus seguidores que não utiliza filtros ou ferramentas de edição em suas publicações. A situação começou depois que ela revelou ter feito um lifting facial. Segundo Júlia, ao tornar o procedimento público, ela passou a ser alvo de comentários que questionavam a autenticidade de sua aparência, com muitos associando seus traços a imagens manipuladas digitalmente ou por inteligência artificial. "Depois que eu contei que fiz um lifting, comecei a receber comentários todos os dias dizendo que eu sou plastificada, que meu rosto não é de verdade, que eu uso filtro, que pareço inteligência artificial", relatou a influenciadora. "As pessoas começaram a olhar para mim como se eu tivesse deixado de ser uma pessoa real só porque fiz uma cirurgia plástica", completou.
Para combater as suspeitas, Medeiros disse que adotou uma espécie de ritual em suas gravações. Ela aproxima a câmera, movimenta o rosto e toca a própria pele para mostrar que não há manipulação digital. A necessidade de se provar, segundo ela, passou a interferir em sua produção de conteúdo. "Toda vez que vou gravar um vídeo, acabo passando a mão no rosto, mostrando a pele, mexendo o rosto e virando para a câmera, porque parece que preciso provar o tempo todo que não tem filtro. É cansativo ter que explicar uma coisa que deveria ser óbvia: eu sou uma pessoa real", desabafou.
A influenciadora contou que o volume de gravações com esse propósito foi tão grande que chegou a ocupar toda a memória de seu celular. Para Júlia, a reação do público expõe uma contradição das redes sociais, onde a crescente presença de imagens editadas dificulta o reconhecimento do que é natural. "Cheguei a encher a memória do celular com vídeos tentando mostrar que meu rosto é real. Como se fazer um procedimento transformasse a pessoa em filtro, em boneca ou em inteligência artificial. É uma sensação muito estranha ter que provar o tempo todo que eu existo daquele jeito", concluiu.