Com preço a partir de R$ 21.999 no Brasil, primeiro modelo dobrável da marca traz tela ampla, mas ainda enfrenta limitações em aplicativos
A Apple se prepara para lançar seu primeiro celular dobrável, o iPhone Duo, no dia 23 de outubro. O modelo chega ao mercado internacional com preço inicial de US$ 2.000, equivalente ao custo de um MacBook Pro de 14 polegadas da própria marca. No Brasil, os valores oficiais começam em R$ 21.999. O dispositivo representa a mudança mais significativa promovida pela empresa em quase 20 anos de história da linha iPhone. O movimento busca manter a atratividade perante os consumidores após anos de atualizações incrementais, em um negócio que gerou faturamento superior a US$ 200 bilhões no ano passado. Em termos de especificações visuais, o aparelho conta com uma tela externa de 5,4 polegadas que, ao ser aberta, dá acesso a uma tela interna de 7,6 polegadas com acabamento fosco, capaz de reduzir o reflexo e marcas de dedos.
A dobra do display interno se mostrou quase imperceptível durante a navegação. Fechado, o dispositivo tem proporções que lembram um passaporte, sendo mais grosso e pesado que um modelo convencional. Aberto, sua estrutura se aproxima de um iPad Mini. Apesar do design fluido do sistema operacional, o principal desafio identificado em testes realizados pela CNN Internacional reside na compatibilidade dos softwares. Muitos aplicativos populares, como Google Maps, Gmail, Uber e Call of Duty Mobile, ainda não foram adaptados para aproveitar completamente o display expandido, resultando em janelas flutuantes ou bordas pretas laterais. Já programas como Google, TikTok, Instagram e Threads receberam atualizações recentes para o formato.
Entre as funções do hardware, o telefone pode ser apoiado como um livro ou tenda, funcionando como relógio de cabeceira ou porta-retratos digital. Ele também viabiliza a execução de dois aplicativos simultâneos na tela dividida e permite capturar selfies com as lentes traseiras utilizando o visor frontal como retorno de imagem. No setor óptico, o aparelho compartilha especificações com o iPhone 18 Pro, mas não possui a lente teleobjetiva para aproximação de longo alcance. A autonomia de carga registrou sobras médias entre 35% e 46% ao final do dia durante o período de avaliação, variando segundo o uso do display interno. A recomendação apontada pela análise é aguardar o amadurecimento dos aplicativos desenvolvidos por terceiros antes de investir na novidade.