Argentina anuncia fim gradual de imposto de exportação para veículos e indústria

Medida será implementada até 2027 e pode baratear carros e picapes de fabricação argentina vendidos no Brasil. Alíquotas atuais variam de 3% a 4,5%.

O governo da Argentina anunciou nesta quarta-feira (1º) o fim gradual dos Direitos de Exportação (DEX), o imposto que incide sobre a exportação de veículos e bens industriais. O objetivo, segundo o comunicado oficial, é proporcionar alívio fiscal às empresas e aumentar a competitividade dos produtos argentinos no mercado externo. Atualmente, a maioria das atividades afetadas pela medida possui alíquotas que variam entre 3% e 4,5%. De acordo com o cronograma divulgado, a redução dos impostos terá início imediato e será progressiva, culminando na eliminação total da tarifa em junho de 2027.

A decisão impacta diretamente o mercado brasileiro, pois veículos automotores produzidos na Argentina e exportados para o Brasil estão entre os bens beneficiados. A medida pode tornar esses produtos mais baratos no país. A redução será progressiva para automóveis, picapes, caminhões, ônibus e autopeças. Para uma série de outros produtos, a alíquota foi zerada de forma imediata.

A lista inclui insumos e produtos de base, como aço, alumínio, cobre, zinco, estanho e outros metais industriais, além de itens químicos e petroquímicos. O governo argentino destacou que a redução das taxas faz parte de uma estratégia para se adequar ao novo cenário internacional. A medida leva em conta a entrada em vigor do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia e as negociações avançadas da Argentina com os países do EFTA (Noruega, Finlândia, Suíça). Para a administração federal argentina, a redução de impostos melhora os preços para o exportador e cria um ambiente mais favorável para a atração de investimentos e a geração de empregos no país.

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