Ataque a tenente da Rota foi planejado por quatro meses, diz polícia

Investigação identificou um dos atiradores e apreendeu o carro usado para monitorar o policial. Veículo circulava desde fevereiro por endereços ligados à vítima.

O atentado contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça no último sábado (27) em São Caetano do Sul, foi meticulosamente planejado ao longo de quatro meses. A informação foi divulgada pela Polícia Civil, que investiga o caso. Segundo os investigadores, os criminosos monitoraram a rotina do policial desde o mês de fevereiro. Com base nas apurações, a polícia já conseguiu identificar um dos suspeitos de ter participado diretamente dos disparos contra o tenente.

Uma peça central na investigação é um carro branco, que foi flagrado por câmeras de segurança em São Caetano do Sul. O veículo, utilizado na logística para a fuga dos atiradores, era visto circulando desde fevereiro por endereços ligados a Ronickson Pimentel. O automóvel foi localizado e apreendido na noite de terça-feira (1º) em um estacionamento no bairro de Guaianases, na Zona Leste de São Paulo. O carro foi encaminhado para perícia no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), unidade da Polícia Civil que assumiu a responsabilidade pelo caso.

A proprietária do estacionamento onde o veículo foi encontrado prestou depoimento aos investigadores do DHPP. O tenente Pimentel segue internado em estado grave. Segundo a esposa do policial, a família está "esperançosa com as pequenas melhoras do seu quadro".

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