Em depoimento à Polícia Civil, Furlan alegou que estava bêbado e teria confundido a vítima com sua namorada durante festa em Pindamonhangaba
O ator Marco Furlan foi preso no último fim de semana, acusado de estuprar uma criança de 5 anos durante uma festa de aniversário em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, em seu depoimento, Furlan afirmou que havia ingerido bebida alcoólica, estava passando mal e teria confundido a vítima com sua namorada, que também estava no evento. De acordo com o relato de testemunhas, o ator entrou em um quarto onde a criança, que é autista, estava sozinha. O choro da vítima chamou a atenção da mãe, que, ao entrar no cômodo acompanhada de outros convidados, teria flagrado Furlan praticando atos sexuais contra a criança. Após um princípio de agressões, o ator foi trancado em um cômodo da casa até a chegada da Polícia Militar. A criança foi encaminhada para exame de corpo de delito.
Conforme os peritos, o laudo constatou lesões compatíveis com violência sexual, incluindo penetração anal. O material apreendido e os depoimentos colhidos devem orientar os próximos passos da investigação. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que Furlan possa integrar uma rede de exploração sexual infantil. A corporação aguarda autorização judicial para analisar computadores, celulares e outros dispositivos eletrônicos do ator, buscando verificar a existência de outros crimes ou a participação de terceiros. Após a divulgação da prisão, outras famílias procuraram a polícia. Mães relataram que Furlan mantinha grande proximidade com seus filhos, um comportamento que antes era visto como mera afinidade com crianças.
Agora, elas temem que seus filhos também possam ter sido vítimas e aguardam o avanço das apurações. Marco Furlan possui uma carreira na televisão, no teatro e na publicidade, com participação em séries, novelas e campanhas para grandes marcas. Após a denúncia, alguns comerciais protagonizados pelo ator foram retirados das redes sociais. Até o momento, Furlan não tem defesa constituída no processo.