Crime organizado troca cocaína por votos e financia candidatos no país

No Rio de Janeiro, 53 locais de votação precisaram ser alterados em 2024 para evitar a coação de eleitores por criminosos.

A infiltração do crime organizado no processo eleitoral brasileiro tem se manifestado de formas agressivas e diretas, incluindo o financiamento de candidatos e a coação de eleitores. Grupos criminosos estão utilizando recursos de atividades ilícitas para influenciar os resultados das urnas em diversas regiões do país. De acordo com apuração da GloboNews, facções criminosas e milícias financiam campanhas com dinheiro proveniente do tráfico de drogas e de roubos.

Essa estratégia garante que políticos alinhados aos interesses dos criminosos cheguem ao poder, facilitando suas operações. Além do financiamento, os grupos criminosos atuam diretamente na ponta, coagindo eleitores a votarem em seus candidatos. Em uma das táticas mais ousadas, chegam a trocar cocaína por votos, subvertendo a livre escolha da população.

Um exemplo concreto da gravidade da situação ocorreu no Rio de Janeiro. Em 2024, foi necessário alterar a localização de 53 locais de votação para proteger os eleitores da coação física exercida por esses grupos, garantindo a segurança mínima para o exercício do voto.

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