Autoridades agiram para proteger o patrimônio histórico do Mosteiro de San Juan de la Peña, em Aragão, enquanto incêndio florestal avança na região.
O governo da região de Aragão, na Espanha, removeu os restos mortais de vários reis do século 11 que estavam no Mosteiro de San Juan de la Peña. A medida foi tomada como precaução devido a um incêndio florestal que avança na área, informaram as autoridades locais nesta sexta-feira (14). O mosteiro, um importante marco do catolicismo no início da história espanhola, abriga os túmulos de três dos primeiros reis de Aragão: Ramiro I, Sancho Ramírez e Pedro I, que reinaram no século 11. Seus restos mortais foram transferidos para um local seguro não revelado.
O incêndio, que começou na quinta-feira (13), já consumiu cerca de 500 hectares de floresta e levou à evacuação de aproximadamente 255 pessoas de cidades e acampamentos próximos. As autoridades de Aragão descreveram o fogo como "descontrolado" e afirmaram que as condições climáticas adversas, com ventos fortes e altas temperaturas, dificultam o combate às chamas. O presidente regional de Aragão, Jorge Azcón, declarou que a principal prioridade é controlar o incêndio e garantir a segurança da população. Ele destacou a importância histórica do mosteiro e a necessidade de protegê-lo.
"Estamos lutando contra um incêndio que está fora de controle neste momento", disse Azcón a jornalistas. O Mosteiro de San Juan de la Peña, localizado perto da cidade de Jaca, aos pés dos Pirineus, é um panteão real e um dos monumentos mais significativos da região. A remoção dos restos mortais dos monarcas visa preservar um patrimônio de valor inestimável da história espanhola diante da ameaça do fogo.