EUA fecham contrato de US$ 23 bilhões para acelerar produção de mísseis Tomahawk

Acordo com a empresa Raytheon prevê aumentar a fabricação anual de 60 para mais de mil unidades, visando recompor estoques estratégicos das Forças Armadas americanas.

As Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram, nesta segunda-feira (17), um contrato de US$ 22,9 bilhões com a Raytheon, unidade da RTX, para acelerar a produção dos mísseis Tomahawk. A medida busca recompor os estoques de armamentos de alta tecnologia, que foram reduzidos após o fornecimento a países aliados e o uso em conflitos recentes, como o que envolve o Irã. O acordo plurianual, com duração de sete anos, permitirá um aumento expressivo na capacidade produtiva. Segundo comunicado da Raytheon, a fabricação saltará das atuais 60 unidades anuais para mais de mil mísseis por ano.

O secretário interino da Marinha, Hung Cao, destacou a importância da iniciativa. "Convocamos a indústria a ampliar rapidamente a produção de munições, e a RTX está cumprindo o compromisso", declarou em uma publicação na rede social X. "Este contrato histórico do Tomahawk garante que nossos combatentes continuem dispondo do poder de fogo letal de que necessitam", completou. O míssil Tomahawk é um componente fundamental da frota de superfície da Marinha dos EUA.

Lançado a partir de navios e submarinos, ele oferece capacidade de ataque de precisão de longo alcance contra alvos em terra. O anúncio formaliza um acordo-quadro que já havia sido assinado entre as Forças Armadas e a Raytheon em fevereiro. A iniciativa faz parte de uma estratégia da administração do presidente Donald Trump de negociar contratos de longo prazo com as principais empresas de defesa, incentivando investimentos em novas instalações e equipamentos. No início deste mês, os militares também assinaram acordos para ampliar a produção de componentes para os sistemas de mísseis interceptadores Patriot e THAAD, reforçando o movimento de modernização e recomposição de seu arsenal.

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