Imagem foi feita por um pastor que conhecia os perigos do local, no rio Scioto (Ohio, EUA), mas não alertou o grupo a tempo.
Uma foto que circula nas redes sociais mostra o que seriam os últimos momentos de um grupo de cinco amigos antes de morrerem afogados no rio Scioto, em Ohio, EUA. No registro, eles aparecem pescando com a água na altura do quadril, pouco antes de uma correnteza dar início a uma tragédia. A imagem foi feita pelo pastor Marcus Leon Martin, que navega pela região há mais de uma década. Ele contou em entrevista ao jornal "Sun" que decidiu fotografar o grupo porque sentiu que algo estava errado. "Acredito que a foto que tirei pode ter sido a última foto deles com vida", afirmou Martin. O pastor reconheceu o local como perigoso e disse ter pensado em alertar os amigos sobre os riscos, principalmente pela presença de duas crianças que os acompanhavam.
"Eu só me lembro de ter aprendido que aquela área era meio perigosa, no sentido de ter declives acentuados", explicou. Desde o ocorrido, Martin relata ter dificuldades para dormir por não ter feito o alerta. Segundo as autoridades locais, o afogamento em série começou quando um dos integrantes do grupo entrou na água para nadar e foi arrastado pela forte correnteza. Duas pessoas tentaram resgatá-lo, mas também foram vencidas pela força da água. Em seguida, os outros dois adultos entraram no rio para ajudar, mas nenhum deles conseguiu retornar à margem. O acidente só foi descoberto por volta das 21h, quando um motorista encontrou uma das crianças que acompanhavam o grupo chorando sozinha à beira de uma estrada.
Equipes de resgate foram acionadas e retiraram duas mulheres da água com vida, mas elas não resistiram e morreram no hospital. Os corpos dos três homens foram localizados no dia seguinte. As vítimas foram identificadas como José Mario Pineda Dias, de 33 anos, e sua esposa, Marina Suyapa Regalado, de 28 anos. O casal deixou dois filhos. Também morreram Miguel Ángel Guerra e Carmen Idalia Lara Ferrera, ambos de 33 anos, que deixaram um filho de 7 anos. Uma campanha de arrecadação online foi criada para ajudar as crianças, segundo a imprensa local.