Helicóptero de Rick pode ter colidido com frente fria, aponta especialista

Região do acidente em Santa Catarina estava sob alerta vermelho do Inmet para tempestades; Cenipa investigará as causas da queda que matou cinco pessoas

As condições meteorológicas adversas podem ter sido um fator determinante na queda do helicóptero que transportava o cantor Rick, da dupla com Renner, e mais quatro pessoas. A aeronave foi encontrada nesta terça-feira (23/09) em uma área do Parque Nacional de São Joaquim, em Santa Catarina, aproximadamente 24 horas após perder o sinal. Não houve sobreviventes. A região onde o acidente ocorreu estava sob um alerta vermelho de "grande perigo" emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O aviso previa tempestades, com possibilidade de chuvas superiores a 60 milímetros por hora, ventos acima de 100 km/h e queda de granizo. Para Eduardo Pellizzaro, piloto comercial e especialista em Segurança Operacional pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), é muito provável que o tempo tenha influenciado o acidente.

"Havia o deslocamento de uma frente fria muito intensa naquela região, entre a serra catarinense e o litoral. Vimos que muitas aeronaves fizeram longos desvios para contornar essa formação, mas tudo indica que o helicóptero colidiu frontalmente com a frente fria", afirmou o pesquisador aeronáutico. Pellizzaro ressalta, contudo, que apenas a investigação do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) poderá determinar o peso exato das condições climáticas na queda. "São sempre vários fatores numa cadeia de eventos que leva a um acidente", explicou. O especialista também levanta a hipótese de que a aeronave tenha "se acidentado às cegas", já que sistemas de emergência não foram acionados. Segundo ele, o helicóptero emite um sinal de transponder que informa sua localização, altitude e velocidade, mas depende de um radar em solo para receber os dados.

"Se a aeronave tiver descido por conta das condições do tempo, voando em meio aos vales, isso pode ter influenciado na não recepção do radar que fica na região do Morro da Igreja, relativamente próximo ao acidente", detalhou. Marcos Daniel Valadares, empresário que conhece a geografia local e auxiliou nas buscas, relatou que o tempo estava bom no momento do desaparecimento, por volta das 13h de segunda-feira, mas piorou drasticamente depois. "Durante esse período em que eles estavam sobrevoando, a nossa visão aqui de baixo estava de um tempo bom, que piorou mais tarde. Mas lá em cima não sabemos como estava", disse.

Leia a matéria completa

Ler no site