Superintendente Joel Araújo confirma a destruição de equipamentos autorizada por decreto federal para coibir crimes ambientais na região
As ações de fiscalização conduzidas pelo Ibama contra a exploração de garimpo ilegal no estado do Amazonas resultaram na inutilização de cerca de 4 mil dragas desde o ano de 2023. O balanço foi informado pelo superintendente do órgão no Amazonas, Joel Araújo, ao detalhar as frentes de trabalho empregadas para coibir crimes ambientais, resguardar os rios e proteger terras indígenas na região. As atividades de campo contam com agentes armados, incursões em áreas de mata e explosões direcionadas para a destruição de embarcações, maquinários e estruturas logísticas utilizadas nas práticas ilegais.
Em uma das investidas mais recentes, realizada na sexta-feira, dia 30 de outubro, a Operação Aurum localizou e inutilizou 8 dragas. A eliminação e queima dos equipamentos no próprio local da apreensão contam com autorização de decreto federal. De acordo com o órgão, o procedimento é adotado em razão dos riscos operacionais e das severas dificuldades logísticas para realizar o transporte das máquinas apreendidas.
O Ibama também avalia que eventuais impactos causados pela fumaça gerada nas queimas são consideravelmente menores do que a continuidade dos danos provocados pelo garimpo em atividade permanente. Outras mobilizações coordenadas pelo órgão no estado incluem as operações Hidra Dourada e Xapiri, responsáveis pela destruição de dezenas de dragas que operavam no leito do Rio Madeira. Além dos danos ecológicos verificados durante as inspeções, os agentes identificaram, no ano de 2025, um total de 25 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão nas frentes clandestinas de extração mineral.