Lançado em 1994, aparelho tinha bateria de apenas uma hora e tela de LCD, mas seu alto preço o transformou em um fracasso de vendas
Muito antes dos iPhones e Galaxys dominarem o mercado, um aparelho inovador tentou unir o celular a um computador de bolso. Lançado em agosto de 1994, o IBM Simon é considerado o primeiro smartphone do mundo. Ele trazia recursos revolucionários para a época, como calendário, e-mail e uma caneta stylus para anotações em sua tela de LCD esverdeada. O preço, no entanto, era um grande obstáculo. O IBM Simon foi lançado por US$ 899, o que correspondia a cerca de R$ 746 na conversão direta da moeda na época. Corrigido pela inflação acumulada, conforme o índice IPCA, esse valor chegaria hoje a R$ 6.222.
A cifra coloca o aparelho pioneiro em um patamar de preço superior ao do Galaxy S26, vendido a partir de R$ 4.200, e muito próximo do iPhone 16 Plus, que custa a partir de R$ 6.569. O alto custo não é apenas uma curiosidade histórica. Na década de 1990, o valor já era considerado elevado e foi o principal motivo para o fracasso comercial do produto. A IBM viu seu smartphone vender apenas 50 mil unidades e ser descontinuado dois anos após o lançamento. Para efeito de comparação, o console PlayStation 5 foi lançado em 2020 nos Estados Unidos por US$ 399, e o iPhone 17 chegou ao mercado em 2025 por US$ 799. Além de caro, o Simon tinha limitações técnicas severas para os padrões atuais.
Sua bateria durava apenas uma hora, não havia conexão com internet móvel nem câmeras. O aparelho, porém, já contava com aplicativos como calculadora, relógio mundial, mensagens rápidas e podia ser conectado a um aparelho de fax. Com um design sóbrio, característico da IBM, o celular era um verdadeiro "tijolão": pesava 500 gramas e seu tamanho não permitia que fosse guardado no bolso. O foco era o mercado corporativo, atraindo empresários que desejavam um telefone portátil com funções de minicomputador. Sua comercialização foi restrita a 15 estados dos Estados Unidos.