Incêndio na França força retirada de mais de 10 mil pessoas perto da Espanha

Fogo já consumiu 46 km² no sudoeste do país; ventos fortes dificultam o trabalho dos bombeiros e União Europeia envia ajuda

Um incêndio florestal fora de controle no sudoeste da França, próximo à fronteira com a Espanha, forçou a evacuação de mais de 10 mil pessoas de cerca de 24 pequenas cidades e vilarejos. Autoridades locais afirmaram que os ventos fortes previstos para esta segunda-feira (6) devem alimentar ainda mais as chamas, dificultando o controle do fogo. Em resposta à gravidade da situação, a União Europeia anunciou o envio de quatro aeronaves, vindas do Chipre e da Suécia, para auxiliar os bombeiros na região da cidade de Perpignan. "A Europa está ao lado da França", declarou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. O ministro do Interior da França, Laurent Nunez, alertou para a dificuldade do combate. "Nesta manhã, as condições estão se deteriorando novamente.

Hoje a batalha recomeça", disse ele à emissora de TV francesa TF1. Segundo o prefeito local, Pierre Regnault de la Mothe, o incêndio já consumiu uma área de aproximadamente 46 km² no sopé dos Pirineus franceses. As autoridades informaram que cinco pessoas ficaram feridas por causa do incêndio em Trevillach, incluindo um bombeiro. O fogo se concentra na área entre Granollers, na Espanha, e Les Angles, no sul da França. Um trecho da região foi fechado para garantir o acesso dos serviços de emergência. Ondas de calor que atingiram a França e a Europa Ocidental em maio e junho deixaram a vegetação seca, tornando a região particularmente vulnerável a incêndios florestais neste ano.

Do lado espanhol da fronteira, o fogo devastou 22 km², com 97% da área atingida localizada na reserva natural de Les Gavarres. No sábado (4), autoridades da Catalunha informaram que a situação estava estável e previam a extinção completa do incêndio durante a semana. A polícia catalã prendeu um suspeito de ter provocado o incêndio. Trata-se de um funcionário de uma empresa contratada pelo governo regional, que teria iniciado o fogo acidentalmente ao usar uma esmerilhadeira perto de uma floresta de sobreiros.

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