Índia: Movimento estudantil suspende marchas após confronto com a polícia

Segundo a polícia de Délhi, quase 180 pessoas, incluindo 118 agentes, ficaram feridas em ato na segunda-feira (20). Grupo exige a demissão do ministro da Educação.

O movimento estudantil indiano conhecido como "das baratas" informou nesta terça-feira (21) que, embora os protestos continuem, não irá mais organizar marchas. A decisão foi tomada um dia depois de um confronto com a polícia na capital, Délhi, que deixou dezenas de manifestantes feridos. De acordo com um balanço da polícia de Délhi, os confrontos de segunda-feira (20) resultaram em quase 180 feridos. O número inclui 118 agentes de segurança e 60 manifestantes. Já a organização do movimento afirma que mais de 150 de seus apoiadores foram hospitalizados para tratamento.

Milhares de jovens marcharam em direção ao Parlamento indiano na segunda-feira, em um ato que representa o maior desafio político enfrentado pelo primeiro-ministro Narendra Modi em seu terceiro mandato. A polícia informou que 70 manifestantes foram detidos e que medidas legais serão adotadas. O movimento foi criado há alguns meses pelo grupo autodenominado CJP (Cockroach Janta Party, ou Partido Popular da Barata). A principal reivindicação é a renúncia do ministro da Educação, Dharmendra Pradhan, após vazamentos em provas de exames que, em maio, afetaram mais de 2 milhões de estudantes. Em entrevista coletiva, o fundador do CJP, Abhijeet Dipke, justificou a suspensão das passeatas.

"Ontem tivemos de encerrar o protesto porque não queríamos que mais jovens fossem feridos", declarou. "Não vamos marchar novamente porque a polícia vai machucar os jovens outra vez", completou. Apesar da decisão, um grupo de 150 a 200 manifestantes se reuniu nesta terça-feira em Jantar Mantar, local tradicional de protestos em Délhi. A segurança na região central da cidade foi reforçada, com a presença de forças paramilitares e barreiras de trânsito.

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