Lula apoia regras do TSE e diz que não usará inteligência artificial em campanhas

Presidente afirmou que um político deve 'olhar nos olhos do povo' e que não aceitará a ferramenta em sua campanha.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta quinta-feira (14), as restrições impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao uso de inteligência artificial (IA) no processo eleitoral. Ele também declarou que não aceitará o uso desse tipo de ferramenta em sua campanha política. A manifestação ocorreu em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (BA), durante um evento de entrega de moradias do programa Minha Casa Minha Vida. Na ocasião, Lula comentava a regra já aprovada pelo TSE, que restringe o uso de ferramentas de IA nas 72 horas que antecedem a votação. Lula exemplificou o potencial da tecnologia, citando a possibilidade de criar um "Lula artificial" para realizar 27 comícios simultaneamente em todos os estados.

"Se a gente quiser, pode fazer o Lula artificial, fazer comício, 27 comícios em 27 estados no mesmo horário. Eu to lá, mas não to", disse o presidente. Ele contrapôs a ideia com uma justificativa pessoal, baseada em seus valores. "Confesso a vocês: um cidadão que aprendeu a ter caráter com a Dona Lindu não aceitará IA para fazer campanha política", afirmou. Segundo o presidente, a política exige contato direto com o eleitor.

"Se tem uma coisa que um político tem que fazer é olhar nos olhos do povo e permitir que o povo olhe nos dele, para saber quem está mentindo", completou. Ao final, Lula fez uma referência à sua situação em 2018 para criticar a desinformação. "A mentira tem perna curta, ela pode causar prejuízo. Vocês viram o que fizeram comigo para que eu não fosse candidato em 2018", disse, citando um ditado que atribuiu à sua mãe: "A verdade tarda, mas não falha".

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