Negociação com a Anthropic, que desenvolve o modelo de linguagem Claude, está em estágio inicial e pode não ser concretizada, segundo o New York Times.
A Meta, gigante das redes sociais, está negociando o aluguel de seu poder computacional para a startup de inteligência artificial Anthropic. O acordo, avaliado em até US$ 10 bilhões por um período de dois anos, foi noticiado pelo jornal The New York Times, citando três fontes com conhecimento das discussões. Segundo a reportagem, a proposta partiu da Anthropic em junho e está sendo considerada pela Meta. O pagamento seria feito em parcelas mensais ao longo de dois anos, mas os termos ainda podem mudar. O contrato também poderia ser rescindido antecipadamente por qualquer uma das partes. As negociações, no entanto, são complexas, pois a Meta ainda não possui um negócio estruturado para a venda de sua capacidade computacional.
Fontes indicam que as conversas estão em estágio inicial e podem não resultar em um acordo definitivo. Procurada pela agência Reuters, a Anthropic se recusou a comentar. A Meta não respondeu a um pedido de comentário. A Reuters informou que não conseguiu verificar a informação de forma independente. Um negócio desse porte permitiria à Meta diversificar suas fontes de receita, atualmente concentradas em publicidade, e competir com empresas de computação em nuvem como a CoreWeave e a Nebius. A crescente adoção de ferramentas de IA tem aumentado a demanda por capacidade de processamento.
A estratégia é semelhante à adotada pela SpaceX, de Elon Musk, que em maio fechou um acordo com a própria Anthropic para o uso da capacidade total de seu centro de dados Colossus 1, no Tennessee. Em uma assembleia de acionistas em maio, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, afirmou que entrar no mercado de computação em nuvem era "definitivamente uma possibilidade". Ele revelou que empresas procuram a Meta "quase toda semana" para comprar acesso aos seus modelos de IA ou ao seu poder computacional ocioso. No início deste mês, a Bloomberg News noticiou que a Meta estaria criando uma unidade de negócios de nuvem para vender seu poder computacional excedente e hospedar modelos de IA para desenvolvedores.