Em petição ao tribunal, partido afirma que não teve intenção de filiar o senador e que o alertou sobre o ocorrido por e-mail, pedindo investigação para identificar os responsáveis.
O partido Missão oficializou junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma notícia-crime para contestar qualquer hipótese de participação na fraude que resultou na filiação do senador Flávio Bolsonaro à legenda. Na petição, o partido busca afastar qualquer atribuição de dolo ou má-fé em sua conduta. "Reitera-se que não houve por parte do representante ou de qualquer um dos seus responsáveis qualquer intenção de promover intencionalmente a filiação de Flávio Bolsonaro", afirma a sigla no documento protocolado no tribunal. O Missão também informou ao TSE que notificou o senador sobre o ocorrido.
Segundo o partido, a comunicação foi feita "reiteradamente" para o e-mail oficial do mandato de Flávio Bolsonaro, endereço que é público e consta na página do Senado Federal. A legenda destaca que o próprio senador admitiu publicamente ter recebido os avisos. Para comprovar a ausência de má-fé, o partido argumenta que alertar o senador é a maior prova de que não havia intenção de prejudicá-lo. "Quem quer prejudicar o adversário não avisa!", diz um trecho da petição.
A direção da sigla se colocou à disposição do TSE e da Polícia Federal para colaborar com as investigações. Ao final do documento, o Missão solicita que os provedores de conexão sejam intimados para informar a origem e a titularidade do endereço de IP usado para realizar a filiação fraudulenta. O partido pede a apuração do crime e a intimação da Procuradoria-Geral Eleitoral para que requisite a abertura de um inquérito policial para identificar os responsáveis.