Presidente do TSE estipula prazo de 24 horas para envio de dados sobre eventual atuação coordenada e amplificação no canal 'Exército de Lula'
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, fixou prazo de 24 horas para que a Meta encaminhe um relatório técnico detalhado referente ao canal intitulado "Exército de Lula". O despacho analisa a conformidade das ações da plataforma com as diretrizes e acordos firmados perante o tribunal. A deliberação atende a uma solicitação protocolada pela campanha eleitoral do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. O requerimento tem como objetivo averiguar o cumprimento do plano de conformidade assinado pela empresa de tecnologia com o TSE, instrumento que reúne medidas voltadas a prevenir e mitigar riscos à integridade do processo eleitoral.
O documento exigido pela presidência da corte eleitoral deve apresentar dados sobre a eventual existência de atuação coordenada, alcance das publicações e possível amplificação artificial de conteúdos veiculados por meio do referido canal. A determinação dá sequência a uma série de manifestações judiciais a respeito do espaço digital. Em 11 de outubro, Nunes Marques determinou a suspensão do canal diante de alegações apresentadas pela campanha de Flávio Bolsonaro sobre disseminação de desinformação. Na sequência, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, suspendeu a ordem e restabeleceu a página.
A campanha de Lula efetuou o registro oficial do canal em 13 de outubro. Posteriormente, na quarta-feira, 14 de outubro, Nunes Marques determinou o restabelecimento integral da ferramenta na rede. O presidente do TSE também requisitou esclarecimentos ao Google a respeito de eventual amplificação coordenada de termos e hashtags em sua ferramenta de busca, abrangendo o intervalo registrado entre os dias 18 e 20 de outubro.