O que é o “estirão” que fez astro da Escócia crescer 25 cm em 18 meses

Jogador do Manchester United, Scott McTominay passou de 1,68 m para 1,93 m em um processo de crescimento tardio que quase encerrou sua carreira na base.

Um dos principais jogadores da seleção da Escócia, Scott McTominay, de 29 anos, esteve perto de ser descartado nas categorias de base do Manchester United por um motivo: sua baixa estatura. Com 1,68 m no início de 2025, ele era considerado “pequeno demais”, mas uma mudança física notável o manteve no radar do clube. Já próximo da vida adulta, McTominay passou por um processo tardio e acelerado de estirão, crescendo 25 centímetros em apenas 18 meses e atingindo seus atuais 1,93 m de altura. Esse período de crescimento rápido e significativo é uma parte natural e saudável do desenvolvimento humano, embora geralmente ocorra mais cedo. O chamado “estirão do crescimento” é o curto período em que a altura e o peso de uma criança ou adolescente aumentam velozmente. Durante toda a puberdade, em média, meninas crescem 25 cm e meninos, cerca de 28 cm.

Segundo o Manual MSD, uma das principais obras de referência médica, o estirão em meninos costuma ocorrer entre 12 e 16 anos, com pico entre 13 e 14 anos. No ano de maior velocidade de crescimento, o ganho pode chegar a 10 centímetros. Para as meninas, o processo acontece mais cedo, entre 9 e 13 anos, com pico entre 11 e 12 anos, e um ganho que pode ser de 8 cm no ano principal. Atrasos na puberdade podem, contudo, diminuir o ritmo do crescimento. Em alguns casos, o desenvolvimento pode ser mais lento que o normal, o que pode ser um padrão hereditário conhecido como retardo constitucional do crescimento, que não é considerado uma doença. “Não há doença associada e os adolescentes atingem a estatura esperada para o padrão genético familiar”, afirma Cristiane Kochi, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEMSP).

Ela explica que, se o atraso não for causado por alguma condição médica, o estirão ocorrerá mais tarde com uma compensação do crescimento. Além da genética e da hereditariedade, outros fatores podem influenciar o padrão de crescimento, como desnutrição, alterações hormonais e a qualidade do sono. “A desnutrição pode atrasar a puberdade. Por outro lado, a obesidade pode antecipar a puberdade (e o estirão), principalmente em meninas”, exemplifica Kochi. A avaliação de um pediatra ou endocrinologista pediátrico é fundamental para identificar as causas de qualquer alteração, esclarecer dúvidas e, se necessário, iniciar o acompanhamento. Investigar essas mudanças o mais cedo possível aumenta as chances de um desenvolvimento saudável, evitando impactos físicos e emocionais.

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