Prazo de prisão domiciliar de Bolsonaro se aproxima do fim

Defesa do ex-presidente pedirá ao STF a prorrogação do benefício, concedido por razões de saúde. Prazo de 90 dias termina em duas semanas

O período de 90 dias de prisão domiciliar concedido ao ex-presidente Jair Bolsonaro está próximo de terminar. O benefício, autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, no fim de março, expira em duas semanas, e a defesa prepara um pedido de prorrogação. Segundo interlocutores da equipe jurídica de Bolsonaro, a solicitação para que ele permaneça em casa será encaminhada ao STF.

O argumento é que os problemas de saúde que motivaram a concessão da medida ainda persistem. A prisão domiciliar foi estabelecida após Bolsonaro ser diagnosticado com um quadro de broncopneumonia bacteriana, que levou a uma internação no hospital DF Star, em Brasília. Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e 3 meses de prisão, sob a acusação de liderar uma "trama golpista", conforme a decisão.

Durante o período em casa, o ex-presidente está sujeito a restrições. Ele é obrigado a usar tornozeleira eletrônica e está proibido de utilizar celulares e redes sociais. O acesso de pessoas foi limitado a familiares e advogados, com controle de horários e sem permissão para contato com a classe política.

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