Projeto que criminaliza misoginia enfrenta resistência e tem votação travada na Câmara

Bancadas de direita, evangélica e católica pedem mais tempo para debater a proposta; governo tenta aprovar o texto antes do recesso parlamentar de julho

A tentativa do governo de aprovar o projeto de lei que criminaliza a misoginia antes do recesso parlamentar enfrenta forte resistência na Câmara dos Deputados. A votação da proposta, que estava na pauta, foi travada por líderes partidários e não deve ocorrer nesta semana. A principal barreira vem de parlamentares da direita e das bancadas evangélica e católica.

Partidos como o PL e o Novo também se manifestaram contra a votação imediata, argumentando que o texto precisa ser mais debatido antes de ir ao plenário. Nesta terça-feira, líderes partidários formalizaram a posição contrária à análise do projeto, frustrando os planos da base governista, que trabalha para aprovar a matéria antes da pausa dos trabalhos legislativos, marcada para começar em 18 de julho. Apesar do revés, a liderança do governo segue em negociação para tentar um acordo.

O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), afirmou acreditar que é possível superar as divergências e pautar a votação para a próxima semana, mantendo a expectativa de aprovação ainda em julho.

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