Tribunal atendeu parcialmente a pedido da estatal, que alega enfrentar situação financeira desafiadora. Julgamento do dissídio coletivo está marcado para 21 de setembro.
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou nesta segunda-feira (14/09) que os sindicatos de trabalhadores dos Correios mantenham 80% do efetivo em serviço durante a greve da categoria. A decisão atende parcialmente a um pedido da estatal, que solicitou a declaração de abusividade da paralisação. A determinação do TST abrange as unidades de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e áreas administrativas ou de suporte consideradas indispensáveis para a continuidade dos serviços postais. Conforme a decisão, o percentual de 80% deve ser calculado individualmente em cada unidade, turno e atividade essencial, sendo proibida a compensação entre diferentes setores. Na ação movida no TST, os Correios pediram, em caráter de urgência, que a greve fosse considerada abusiva e que fosse aberto um dissídio coletivo devido à falta de acordo sobre o reajuste salarial.
O julgamento do dissídio está agendado para o dia 21 de setembro, às 13h30. Até lá, as partes ainda podem negociar um acordo. Para mitigar os efeitos da paralisação, a empresa informou ter implementado um plano de contingência. As medidas incluem a mobilização de funcionários administrativos para apoiar as operações, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para manter o fluxo logístico. Segundo a estatal, a rede de agências permanece aberta ao público.
Os Correios argumentam que a greve acontece em um momento de "situação econômico-financeira desafiadora". A empresa afirma que suas prioridades atuais são a redução de despesas, o aumento da eficiência, a modernização da operação e a busca por novas receitas. A estatal registrou um prejuízo de R$ 5,4 bilhões no primeiro semestre deste ano. A empresa aguarda para esta semana a liberação de um empréstimo bancário de R$ 7 bilhões, com garantia do Tesouro Nacional.