Vírus do Nilo Ocidental causa 41 mortes na Itália e chega ao Brasil

Infecção transmitida por pernilongos comuns já registrou quatro casos e um óbito no país em 2026, com ocorrências em São Paulo e Santa Catarina

Um surto do vírus do Nilo Ocidental na Itália resultou em 41 mortes e 594 casos confirmados este ano, segundo boletim do Instituto Superior de Saúde (ISS) do país com dados até 8 de setembro. No Brasil, a doença também já foi identificada em 2026, com quatro casos confirmados e uma morte registrada nos estados de São Paulo e Santa Catarina. O vírus do Nilo Ocidental pertence à família Flaviviridae, a mesma responsável por doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Identificado pela primeira vez em Uganda no ano de 1937, o vírus atualmente circula em diversas regiões de quase todos os continentes. A principal forma de transmissão para humanos é a picada de mosquitos do gênero Culex, o pernilongo comum. As aves, especialmente as migratórias, são os principais reservatórios naturais do vírus.

Os mosquitos se infectam ao picar essas aves e, posteriormente, podem transmitir o agente infeccioso a pessoas e outros animais. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas. Cerca de 20% dos infectados podem desenvolver a febre do Nilo Ocidental, com manifestações leves e semelhantes às da dengue, como febre, mal-estar, dor de cabeça, dores musculares e manchas na pele. Uma pequena parcela dos casos pode evoluir para a forma neuroinvasiva da doença, causando complicações graves como meningite, encefalite ou paralisia. Pessoas idosas, com sistema imunológico comprometido ou com doenças crônicas têm maior risco de desenvolver as formas graves. Atualmente, não existe vacina disponível para humanos nem tratamento antiviral específico para a febre do Nilo.

A abordagem médica consiste no tratamento dos sintomas, que pode incluir repouso, reposição de líquidos e hospitalização. Nos casos graves, o paciente deve ser encaminhado para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). As medidas de prevenção são fundamentais e incluem o uso de repelentes, a instalação de telas em portas e janelas e a eliminação de água parada, que serve de criadouro para o mosquito. Também é recomendado não despejar lixo em córregos e rios, pois o mosquito transmissor se reproduz em água suja, e evitar o manuseio de animais mortos.

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