A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) está investigando uma suspeita de adulteração no combustível do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte. A ação foi motivada pela queda de duas aeronaves na última sexta-feira (9), que resultaram na morte de quatro pessoas.
Ambos os aviões haviam decolado do terminal mineiro. O primeiro acidente ocorreu no fim da manhã, quando um monomotor com destino a Juatuba, na Grande BH, caiu sobre os trilhos do metrô, vitimando o piloto, que era o único ocupante. Horas depois, à tarde, uma segunda aeronave caiu em Santana do Paraíso, perto do Aeroporto do Vale do Aço, com três policiais militares a bordo.
Diante dos acidentes, a ANP realizou uma fiscalização no aeroporto na terça-feira (13). Na ocasião, foram coletadas amostras dos combustíveis de aviação para análise laboratorial, com o objetivo de verificar a qualidade e a conformidade dos produtos. Os fiscais também analisaram os registros das operações de fornecimento e abastecimento.
Em comunicado à TV Globo, a ANP afirmou que, dentro de suas atribuições, verificará a existência de possíveis irregularidades relacionadas à qualidade dos combustíveis e aos procedimentos de abastecimento. A agência informou que poderá aplicar medidas cautelares caso encontre inconformidades consideradas graves.
As causas das quedas também estão sendo apuradas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira, e pela Polícia Civil de Minas Gerais. Segundo a reportagem, os proprietários das aeronaves informaram que a manutenção estava em dia, e a Anac declarou não haver irregularidades nos registros dos aviões. A última fiscalização da ANP no Aeroporto da Pampulha havia ocorrido em outubro de 2025, sem constatar problemas.










