A empresa de inteligência artificial Anthropic, criadora do modelo Claude, anunciou no mês passado que seu laboratório de pesquisa biológica descobriu um padrão de DNA incomum no código genético de vírus. Segundo a companhia, trata-se de um "novo sistema enzimático".
A assinatura genética identificada é semelhante ao sistema CRISPR Cas-9, uma tecnologia de edição de genes que rendeu o Prêmio Nobel de Química a seus inventores em 2020. A ferramenta é amplamente utilizada em laboratórios para modificar o DNA de organismos vivos.
Dario Amodei, diretor executivo da Anthropic, afirmou em uma rede social que a descoberta tem grande potencial científico. "Hoje anunciamos a descoberta, liderada por Claude, de uma máquina molecular que suspeitamos poder representar um novo mecanismo de edição genética", escreveu Amodei.
A empresa destacou que o achado foi realizado "apenas com orientação de alto nível de nossos cientistas". O anúncio provocou a queda nas ações de empresas que desenvolvem tecnologia de edição genética.
Apesar do otimismo da Anthropic, a afirmação gerou controvérsia e ceticismo na comunidade científica. Pesquisadores questionam a validade dos resultados, principalmente porque o estudo correspondente ainda não foi publicado para revisão por pares.








