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Café com Libras em Barueri destaca empreendedorismo na comunidade surda

Evento da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência apresentou histórias de superação e incentivou o trabalho autônomo como alternativa profissional

Redação O Informantte·09/10/2026, 12:40·2 min de leitura
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Café com Libras em Barueri destaca empreendedorismo na comunidade surda

A Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SDPD) de Barueri realizou no dia 25 de setembro mais uma edição do Café com Libras, um encontro mensal voltado para a comunidade surda. O tema desta vez foi o empreendedorismo, apresentando relatos de pessoas que encontraram no trabalho autônomo uma forma de superar barreiras no mercado de trabalho.

O evento, que ocorre sempre na última sexta-feira do mês, também fez alusão ao Dia Nacional do Surdo, celebrado em 26 de setembro. Durante o encontro, os participantes compartilharam experiências e conheceram histórias inspiradoras.

Uma das trajetórias destacadas foi a de Clara Maria Araújo, de 70 anos, moradora de Fortaleza (CE). Em um vídeo exibido aos presentes, ela contou como enfrentou dificuldades para encontrar emprego na década de 1970, antes da Lei de Cotas. A solução foi empreender: Clara produziu e vendeu um material com o alfabeto em Libras por todo o Brasil, conseguindo comprar seu primeiro carro com o lucro. Após uma pausa para cuidar da família, ela retomou a atividade, vendendo produtos como canetas e chaveiros.

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A história foi apresentada por sua filha, Clarice Araújo de Brito Silva, que atua como intérprete de Libras na SDPD. "Eu nasci bilíngue, sabendo Libras, e minha mãe é um exemplo a ser seguido. Ela batalhou muito e hoje eu trabalho com Libras e vejo como uma missão de vida", afirmou Clarice.

Outro caso de sucesso foi o do casal Camila e Rafael Manfredini, que administram uma empresa de Plataforma 360 para eventos. A decisão de abrir o próprio negócio surgiu da necessidade de custear as terapias da filha, que tem Transtorno do Espectro Autista (TEA), e ter mais flexibilidade. Camila formalizou a atividade como Microempreendedora Individual (MEI) e, em um ano e meio, o casal já atendeu cerca de 30 clientes.

Para se comunicar com clientes ouvintes, eles utilizam principalmente mensagens de texto e, quando necessário, o serviço ICOM, uma plataforma de intermediação por intérpretes de Libras disponível em Barueri. "Quando tenho dúvida com algum termo em português, a gente usa o ICOM. Peço a tradução por intérprete, detalho todo o atendimento, mando a proposta por escrito e uma apresentação, e fecho o negócio", explicou Rafael.

Ao final, o casal incentivou os participantes a começarem seus próprios negócios, mesmo que de forma modesta. "Você não precisa começar a empreender em coisas grandes. Comece com coisas pequenas", disseram, ressaltando a importância de estudar e se qualificar. "Vamos trabalhar juntos! Eu quero que vocês também sejam empreendedores", concluíram.

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