O mercado de criptoativos registrou em 2025 sua maior operação de fusão e aquisição até hoje. A Coinbase, uma plataforma de ativos digitais com ações negociadas na bolsa Nasdaq, pagou aproximadamente US$ 2,9 bilhões pela Deribit, empresa líder global na negociação de opções de criptomoedas.
O negócio, anunciado em maio e finalizado em agosto daquele ano, colocou as duas companhias sob o mesmo controle. Um ano após a conclusão da compra, Coinbase e Deribit avançam na integração de suas infraestruturas de negociação, em um cenário de expansão e maior presença de investidores institucionais no setor.
Com a aquisição, a Coinbase fortaleceu sua presença no mercado internacional de opções, futuros e contratos perpétuos. Antes da operação, a Deribit operava de forma independente e era uma referência para investidores institucionais e operadores profissionais, concentrando a maior parte do volume global de opções de criptomoedas.
A compra adicionou esse segmento à estrutura da Coinbase, que já oferecia serviços de negociação, custódia, stablecoins e outras soluções para instituições. A iniciativa faz parte da estratégia da empresa de ampliar a variedade de ativos e serviços financeiros digitais em sua plataforma global.
Atualmente, o foco está na unificação das plataformas de negociação da Coinbase e da Deribit em um único motor de execução. O objetivo é processar grandes volumes de operações com baixa latência, além de obter ganhos de liquidez e eficiência. Essas características são cruciais para atender às demandas de operações de grande porte, impulsionadas pela crescente participação institucional no mercado de ativos digitais.
Dados divulgados pela Coinbase indicam que o volume combinado de negociação de derivativos alcança centenas de bilhões de dólares por trimestre, com a receita institucional também crescendo após a incorporação da Deribit. O movimento de consolidação, comum em mercados financeiros tradicionais, mostra ter chegado ao setor de ativos digitais.
A empresa esclarece que, no Brasil, não oferece localmente serviços de derivativos a residentes no país. As referências a opções, futuros e contratos perpétuos na operação dizem respeito ao mercado internacional e à atuação global da companhia.







