Os eleitores norte-americanos vão às urnas nesta terça-feira, 3 de novembro, para as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms. O pleito define o equilíbrio de forças políticas nos Estados Unidos com a disputa por cargos na Câmara dos Representantes, no Senado e em governos estaduais.

Diferente do sistema adotado no Brasil, o Congresso dos Estados Unidos passa por renovação parcial a cada dois anos. Os deputados norte-americanos exercem mandatos de dois anos, enquanto os senadores cumprem mandatos de seis anos. Por conta dessa estrutura, a cada biênio o país renova a totalidade da Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado.

Nestas eleições de novembro, estarão em jogo todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas que compõem o Senado norte-americano. Para obter o controle da Câmara, uma legenda precisa eleger 218 deputados ou mais. Já para conquistar a maioria no Senado, é necessário garantir mais de 50 senadores.

A contagem dos votos em território norte-americano não conta com um órgão eleitoral central, operando de maneira descentralizada. Em decorrência desse modelo regionalizado, a apuração final pode se estender por vários dias. O acompanhamento da disputa inclui o monitoramento dos resultados por estado e o avanço da apuração por condado, além do cálculo de cadeiras restantes para que os partidos alcancem a maioria nas duas Casas legislativas.