O senador e ex-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) e seus familiares receberam uma autorização condicional da administração americana sob o governo Trump para permanecer nos Estados Unidos por até um ano. Esse tipo de permissão ocorre em circunstâncias específicas, abrangendo casos de urgência humanitária. Registros disponíveis na CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA) indicam que Flávio, sua esposa Fernanda Bolsonaro e ao menos uma filha foram enquadrados na categoria "DT" nos procedimentos de entrada em Miami, com vencimento previsto para outubro de 2027.
A sigla "DT" refere-se a "Discretionary Parole", que consiste em uma autorização temporária condicional emitida pelo DHS (Departamento de Segurança Interna dos EUA) a partir de análises individuais. O mecanismo concede permissão oficial de permanência temporária no país, sem configurar emissão de visto tradicional ou admissão formal no sistema de imigração norte-americano. Conforme a legislação dos Estados Unidos, a administração pública detém autoridade discricionária para liberar a entrada por razões humanitárias urgentes ou por benefício público relevante.
Para definir a concessão do benefício temporário, o DHS analisa critérios como o caráter do postulante, incluindo histórico criminal, ocorrências migratórias ou envolvimento em fraudes, impactos sobre a comunidade local, segurança nacional e suporte financeiro. A pasta não detalha a definição estrita de urgência humanitária, mas pondera fatores iminentes que afetam o bem-estar e o nível de sofrimento gerado caso a entrada seja negada.










