O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin forneceu a justificativa para uma postura que já estava no radar do governo dos Estados Unidos: o presidente Donald Trump não deverá reconhecer a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição brasileira. Ao longo dos últimos 13 meses, Trump esperava obter mérito por uma vitória da direita no Brasil, a exemplo do que fez em relação a outros países da região, evitando manifestar apoio explícito ao senador Flávio Bolsonaro (PL) para não favorecer Lula.
A reação do presidente americano decorre do descontentamento somado a suspeitas levantadas por pessoas próximas, impulsionadas pela prorrogação por duas horas do fechamento das urnas no domingo (26). A medida atendeu a um pedido da campanha de Lula e foi determinada por Zanin, ex-advogado do presidente petista.
O advogado americano Martin De Luca, representante do Trump Media & Technology Group e da plataforma Rumble em processos que tramitam no STF, publicou no X que a comunidade internacional não reconheceria uma vitória de Lula após a ordem de Zanin. Na mensagem, De Luca comparou o petista a Nicolás Maduro, apontado como ditador deposto da Venezuela e responsável por comandar fraude eleitoral em 2024. A publicação foi compartilhada por Donald Trump Jr., que atua frequentemente como porta-voz avançado do pai, pontuando que a imprensa dos Estados Unidos reagiria com indignação caso a determinação tivesse partido de um governo conservador brasileiro.







