O mercado financeiro internacional registrou forte instabilidade no setor de tecnologia logo após as eleições realizadas nos EUA. As ações das grandes corporações, conhecidas como big techs, sofreram desvalorização acentuada diante das incertezas sobre o retorno financeiro gerado pelas recentes inovações do setor.

A principal razão apontada para o movimento de queda é a dúvida crescente dos investidores sobre quando os bilhões de dólares aplicados no desenvolvimento da inteligência artificial vão realmente se transformar em lucro. O elevado volume de aportes financeiros nas pesquisas e na infraestrutura dessa tecnologia passou a gerar apreensão generalizada no mercado acionário.

O impacto financeiro foi expressivo em uma única sessão. As perdas acumuladas pelas sete maiores companhias de tecnologia superaram o valor total de mercado de todas as empresas listadas na bolsa brasileira, a B3. Em apenas um dia de negociações, as gigantes do segmento perderam cerca de US$ 1 trilhão em valor de mercado.

Em meio ao cenário de cautela externa, os indicadores financeiros apontaram variações cambiais e oscilações nos índices. O Dólar Comercial operou cotado a R$ 5,500, com avanço de 0,23%, enquanto o Dólar Turismo foi negociado a R$ 5,706, registrando alta de 0,07%.

Na cotação da moeda europeia, o Euro Comercial ficou em R$ 6,132, marcando recuo de 0,46%, e o Euro Turismo atingiu R$ 6,374, com retração de 0,63%. Já o Ibovespa, índice de referência da B3, alcançou a pontuação de 168.760 pts, com desempenho positivo de 1,55% no período.