A família de um adolescente negro de 16 anos registrou um boletim de ocorrência em São Paulo após o jovem ser alvo de racismo, perseguição e ameaças em um grupo de WhatsApp. De acordo com o pai, as injúrias raciais se estenderam por cerca de dois meses.

O grupo foi criado inicialmente para organizar partidas de futebol entre os moradores de um condomínio, mas a dinâmica mudou com a entrada de pessoas de fora. O nome do grupo chegou a ser alterado para uma expressão que fazia alusão a piadas racistas contra o adolescente.

Segundo o relato, o jovem passou a ser alvo de ofensas, teve suas redes sociais monitoradas e foi ridicularizado com caricaturas. A situação se agravou em 15 de maio, quando as ofensas racistas se intensificaram.

Nessa data, o pai do adolescente foi à quadra do condomínio para confrontar os envolvidos, momento em que ocorreu uma agressão física com outro adolescente. O grupo de mensagens tinha aproximadamente 15 integrantes, sendo 10 deles moradores do local.

A administração do condomínio emitiu uma nota sobre o episódio e aplicou multas aos envolvidos. O caso foi denunciado à Decradi e, segundo a reportagem original, a polícia investiga o ocorrido.