Uma série de ataques russos nos arredores de Kiev, capital da Ucrânia, deixou um saldo de ao menos 17 mortos e 27 feridos na noite desta quarta-feira (5). A informação foi confirmada por autoridades dos serviços de emergência ucranianos por meio do aplicativo de mensagens Telegram.
Os alertas de ataque aéreo na capital, que tem uma população de aproximadamente 3 milhões de habitantes, permaneceram ativos por mais de uma hora. Segundo a administração militar, a ofensiva russa, iniciada pouco depois da meia-noite, atingiu sete locais diferentes.
O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou que equipes de resgate retiraram duas pessoas dos escombros de um armazém destruído perto do centro da cidade. "Pode haver pessoas sob os escombros", escreveu Klitschko no Telegram, acrescentando que as operações de busca e resgate continuam. Entre os 24 feridos na capital, está um motorista de ambulância, e quatro pessoas permanecem em estado grave.
O Ministério da Defesa da Rússia se manifestou sobre o ocorrido, afirmando que seus alvos foram centros logísticos e de abastecimento em Kiev e áreas vizinhas. Moscou alega que as instalações eram utilizadas para fins militares.
Klitschko detalhou que os ataques provocaram incêndios em armazéns e áreas de armazenamento. Uma informação inicial de que um edifício residencial de 20 andares teria sido atingido pelas chamas foi corrigida e se mostrou incorreta. O prefeito também mencionou um grande incêndio na periferia da cidade e a queda de destroços de um míssil ao lado de um prédio residencial.
A administração militar de Kiev comunicou que o ataque causou um vazamento de amônia, que já estava sendo controlado pelas equipes de emergência. Testemunhas da agência Reuters relataram ter ouvido explosões em diversas partes da cidade. O prefeito confirmou que unidades de defesa aérea foram acionadas para repelir a ofensiva.
Nas últimas semanas, a Rússia intensificou os bombardeios contra a capital ucraniana. Em uma ação distinta, a Ucrânia atingiu um centro logístico da varejista on-line Wildberries em território russo.







