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Saúde

AVC mata cerca de 11 pessoas por hora no Brasil e reforça alerta para sinais de socorro imediato

Doença provocou mais de 62 mil mortes até setembro de 2026 segundo o DataSUS; especialista alerta para identificação rápida dos sintomas e controle preventivo

Redação O Informantte·29/10/2026, 19:59·2 min de leitura
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AVC mata cerca de 11 pessoas por hora no Brasil e reforça alerta para sinais de socorro imediato

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) segue como uma das principais causas de óbito no Brasil, superando a média mundial. De acordo com o panorama de mortalidade do Tabnet, do Sistema Único de Saúde (SUS), mais de 62 mil pessoas perderam a vida em decorrência da condição até setembro de 2026. A proporção equivale a cerca de 258 vítimas fatais a cada dia, ou aproximadamente 11 mortes a cada hora no território nacional.

Os dados ganham visibilidade nesta quinta-feira (29), data em que se recorda o Dia Mundial do AVC. O Brasil figura entre os países com a maior população atingida pela enfermidade no planeta. No ano anterior, as mortes provocadas por AVC somaram 89.490 registros, número que ficou atrás unicamente dos óbitos por infarto, responsáveis por 91.912 casos segundo levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde.

A condição se caracteriza pelo entupimento ou rompimento dos vasos que conduzem o fluxo sanguíneo ao cérebro, gerando paralisia na região cerebral afetada. O quadro clínico se divide em duas categorias. A primeira delas é o AVC isquêmico, responsável por 85% do total de ocorrências, registrado quando uma artéria sofre obstrução ocasionada por trombo (trombose) ou êmbolo (embolia), interrompendo a oxigenação celular. A segunda categoria é o AVC hemorrágico, relativo a 15% das ocorrências, originado pela ruptura de um vaso dentro da estrutura cerebral ou entre o cérebro e a meninge. Apesar de menos incidente, o formato hemorrágico costuma resultar em óbito com maior frequência do que o isquêmico.

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Em entrevista à CNN Brasil, o neurocirurgião Dr. Victor Hugo Espíndola detalhou que as manifestações clínicas surgem de maneira súbita. Entre os sinais mais frequentes estão perda de força muscular em um dos lados da anatomia corporal, alteração na visão e dificuldade para articular palavras. O paciente também pode apresentar desequilíbrio corporal, assimetria no corpo ou dor de cabeça aguda. O especialista alerta que a população não deve aguardar regressão espontânea dos sintomas e que a busca por atendimento médico precisa ser imediata, mesmo se os sinais sumirem temporariamente.

O especialista alertou ainda sobre o risco de derrames que paralisam o corpo e podem provocar sequelas permanentes, embora haja casos em que os movimentos se restabeleçam após algum período. Conforme o médico, aspectos comportamentais pesam fortemente para a manifestação da enfermidade, incluindo tabagismo, sedentarismo, sobrepeso e consumo frequente de bebidas alcoólicas. Hipertensão, patologias cardíacas, avanço da idade e histórico de saúde familiar completam a lista de influências.

Para frear os riscos, o Dr. Victor Hugo Espíndola orienta manter monitoramento permanente da pressão arterial, níveis de glicemia e taxas de colesterol, alinhados à prática de atividades físicas, padrão alimentar equilibrado, abandono do cigarro e tratamento contínuo de alterações cardíacas preexistentes.

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