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Cultura

Brasil 70: Série da Netflix recria em detalhes a conquista do tricampeonato

Produção narra a superação da seleção no México, com foco em Pelé, e busca resgatar o otimismo dos brasileiros com a camisa amarela.

Redação O Informantte·04/06/2026, 15:04·2 min de leitura
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Brasil 70: Série da Netflix recria em detalhes a conquista do tricampeonato

A poucos dias do início da Copa do Mundo, a Netflix lançou a série “Brasil 70”, que narra a conquista do tricampeonato pela seleção brasileira no México. A produção, que estreou na plataforma no dia 29 de maio, busca relembrar a superação da equipe e injetar uma dose de otimismo no país.

Com cinco episódios, a obra foi criada pelo casal de roteiristas Naná Xavier e Rafael Dornellas. A ideia surgiu de histórias familiares sobre a Copa de 1970. “A série nasceu em casa, na mesa de jantar”, conta Rafael. Após uma extensa pesquisa em publicações, documentários e biografias, o projeto foi apresentado à O2 Filmes, que o levou para a Netflix.

O roteirista-chefe, Felipe Sant’Angelo, explica que a produção se baseou em uma pesquisa aprofundada, incluindo entrevistas com jogadores da época, como Tostão. O arco narrativo principal acompanha a jornada de Pelé, interpretado por Gabriel Agrícola. “A curva da série é pautada nele, o cara era dado como ‘morto’ e vira um ídolo para a eternidade”, diz Sant’Angelo, referindo-se ao momento em que o craque era questionado pela mídia.

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Outros personagens centrais são o técnico João Saldanha (Rodrigo Santoro), que após ser demitido se torna um influente comentarista, e seu sucessor, Zagallo (Bruno Mazzeo), que assume a equipe sob desconfiança. “O Saldanha é um prato cheio para a dramaturgia, era um provocador do Pelé”, afirma o roteirista.

A recriação dos lances históricos foi uma prioridade para os diretores Paulo e Pedro Morelli, pai e filho. As gravações ocorreram em um estádio em Carapicuíba, na Grande São Paulo. “Reproduzimos as jogadas exatamente como aconteceram em 70, com muitas semanas de ensaio”, explica Paulo Morelli. Para isso, a produção contratou a agência britânica Sports on Screen, especializada em coreografar cenas de esporte para o audiovisual.

Equipamentos especiais, como um carro com uma câmera capaz de correr mais rápido que os jogadores, foram desenvolvidos para captar a ação dentro de campo. O objetivo era usar os lances das partidas contra Tchecoslováquia, Inglaterra e Peru como o clímax dos arcos narrativos de cada episódio.

Segundo o diretor Pedro Morelli, a série aborda a identidade brasileira e a capacidade da Copa do Mundo de unir a nação. “Achamos que seria bacana falar sobre isso neste momento, em que a própria camisa amarela começou a ser usada por um determinado grupo político, para que ela volte a ser de todos os brasileiros”, afirma.

Os criadores também traçam um paralelo entre o clima de desconfiança que cercava a seleção em 1970 e o sentimento atual, após a derrota por 7 a 1 em 2014. “As duas seleções entram em campo muito desacreditadas”, compara Paulo Morelli, que espera que a série sirva de incentivo para a equipe atual. “Nosso desejo era resgatar uma espécie de confiança”, finaliza Felipe Sant’Angelo.

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