O Brasil foi o país mais prejudicado pela reformulação das tarifas de importação dos EUA, anunciada nesta sexta-feira (24). A informação foi divulgada em uma análise do jornal Financial Times.

De acordo com o levantamento, a tarifa efetiva cobrada sobre produtos brasileiros registrou um salto significativo, passando de 11% para 17,7%. Este foi o maior aumento verificado entre os parceiros comerciais do governo americano.

A alteração na política tarifária ocorreu depois que a Suprema Corte dos EUA invalidou as taxas que estavam em vigor anteriormente. Em resposta, o governo americano optou por substituir a cobrança geral por tarifas específicas para cada país.

Segundo a análise, essa nova estratégia dificulta que futuras decisões judiciais consigam derrubar todas as sobretaxas de uma só vez.

Enquanto o Brasil sofreu o maior impacto, nações europeias foram beneficiadas com reduções nas alíquotas, por meio de exceções. Outros países da América Latina e da Ásia também tiveram aumentos, mas em uma proporção menor que a brasileira.

A União Europeia, por sua vez, demonstrou preocupação com a possibilidade de novas restrições e informou que mantém um plano de retaliação preparado. A medida, se acionada, pode atingir um volume de 93 bilhões de euros em exportações americanas para o bloco.