Um estudo publicado nesta segunda-feira (22) na revista científica Nature Climate Change aponta que aproximadamente 1 bilhão de pessoas a mais enfrentam calor extremo por ano em comparação com a década de 1970. Segundo o levantamento, a parcela da população mundial exposta a essa condição saltou de 16% para 22% nesse período.
A pesquisa revela uma intensificação do calor em múltiplas dimensões, afetando os dias, as noites e, de forma crescente, ambos em sequência. Um dos dados que mais chama a atenção é que as noites mais quentes do ano estão aquecendo a um ritmo de 0,32 °C por década, uma taxa superior ao aquecimento dos dias, que é de 0,27 °C por década.
Na América do Sul, o impacto é notável. A sensação térmica máxima durante os dias mais quentes registrou um aumento entre 2 °C e 4 °C desde os anos 1970. O Brasil está incluído entre as áreas afetadas por essa elevação.
O estudo também alerta para a maior frequência e duração de eventos compostos, caracterizados por dias quentes seguidos de noites sem o resfriamento adequado. Esse fenômeno impede a recuperação térmica do corpo humano, aumentando o estresse sobre o organismo.
Atualmente, 70% da população global vive sob condições de calor forte durante pelo menos 90 dias por ano. O problema afeta de maneira significativa as crianças, com cerca de 559 milhões delas enfrentando ondas de calor frequentes em todo o mundo.









