Barueri, SP
Política

Tarcísio diz que não usaria boné de Trump novamente e minimiza influência de Eduardo Bolsonaro

Governador de São Paulo comentou o uso do acessório com o lema de campanha de Donald Trump e falou sobre as tarifas americanas que afetam o estado

Redação O Informantte·05/08/2026, 12:32·1 min de leitura
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Tarcísio diz que não usaria boné de Trump novamente e minimiza influência de Eduardo Bolsonaro

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), relativizou o episódio em que vestiu um boné com o lema de campanha de Donald Trump, "Make America Great Again". Em entrevista à Rede TV!, ele afirmou que o uso do acessório ocorreu no contexto da posse do presidente americano e que uma coisa não tem relação com a outra.

Questionado se voltaria a usar o boné, Tarcísio respondeu negativamente. "Não, mas eu acho que isso [uso do boné da posse] não tem nada a ver com aquilo que vem depois", declarou o governador, cujo estado é um dos mais impactados pelas tarifas norte-americanas.

Tarcísio de Freitas negou que a direita tenha relação com o chamado "tarifaço" e atribuiu ao governo federal a principal responsabilidade pela negociação das tarifas. No entanto, ele destacou que sua gestão tem tomado medidas para proteger os interesses do mercado paulista.

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Entre as iniciativas, o governador mencionou reuniões com os setores afetados e a liberação de créditos de ICMS para proporcionar "fôlego financeiro" aos empresários. "Aqui em São Paulo a gente sempre preservou o interesse do mercado paulista, do empresário paulista", afirmou.

De acordo com a Apex Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), metade das exportações brasileiras sobretaxadas pelos Estados Unidos tem origem nos estados de São Paulo e Santa Catarina.

O governador também foi questionado sobre o papel do deputado cassado Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos e tem proximidade com membros do governo americano. Tarcísio minimizou a capacidade de influência do aliado no caso das tarifas. "Eduardo não teria peso para tomar decisão pelo governo americano", concluiu.

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