A nova aventura das criaturas amarelas da Illumination, "Minions e monstros", estreia nos cinemas nesta quarta-feira (1º) e promete ser um prato cheio para os cinéfilos. Terceiro filme da franquia derivada de "Meu malvado favorito", o longa é ambientado na Hollywood dos anos 1920 e foi descrito pelo diretor Pierre Coffin como uma "carta de amor ao cinema".
Na história, os Minions estão em busca de um novo mestre quando, por acidente, interrompem a filmagem de um filme e se tornam estrelas do cinema mudo. A trama acompanha a adaptação ao estrelato e a crise com a chegada do cinema falado. Em paralelo, o minion James sonha em dirigir um filme de monstros, mas acaba libertando criaturas que ameaçam os estúdios.
A animação é recheada de homenagens a grandes clássicos. Uma das sequências recria o clima de tensão de "Tubarão" (1975), de Steven Spielberg, com os Minions em um bote ameaçado por um tubarão. Outra cena faz referência a "Tempos modernos" (1936), de Charlie Chaplin, mostrando os personagens presos em máquinas de uma linha de produção.
O clássico "Cidadão Kane" (1941), de Orson Welles, é homenageado em mais de um momento. O filme recria uma de suas cenas e narra a ascensão dos Minions à fama por meio de um cinejornal inspirado no "News on the March", a famosa abertura da obra de Welles.
O terror clássico também tem espaço. O visual de algumas criaturas remete aos "Universal Monsters", ciclo de filmes de terror da Universal Pictures das décadas de 1930 a 1950, com títulos como "Drácula" (1931), "Frankenstein" (1931) e "A múmia" (1932). O diretor Pierre Coffin afirmou que esses filmes despertaram seu interesse por cinema na infância. Há ainda referências a "A bolha assassina" (1958) e "Metrópolis" (1927), de Fritz Lang.
O filme noir, gênero policial popular nos anos 1940 e 1950, é celebrado em uma sequência com estética de luz e sombra. Um dos Minions chega a se chamar Humphrey, em alus a Humphrey Bogart, um dos maiores ícones do gênero.
A comédia pastelão, que inspirou a criação dos próprios Minions, é homenageada em uma cena de perseguição que faz referência a "A general" (1926), de Buster Keaton, e inclui versões animadas de Keaton, Chaplin e Harold Lloyd. A trama principal, sobre a dificuldade de adaptação ao cinema falado, ecoa o enredo do musical "Cantando na chuva" (1952).
Até mesmo a cerimônia do Oscar é parodiada. No universo da animação, o prêmio máximo de Hollywood é o "Golden Banana" (banana de ouro). Publicações internacionais, como o The Hollywood Reporter, interpretaram a brincadeira como uma crítica ao fato de a franquia "Meu malvado favorito" nunca ter sido indicada ao prêmio da Academia.






