Um engenheiro civil alertou, em depoimento, ter identificado falhas estruturais graves e um risco real de colapso no prédio que desabou na Zona Leste de São Paulo, causando a morte de seis pessoas. O profissional inspecionou o edifício antes da tragédia e constatou a precariedade da construção.
Segundo o depoimento, o engenheiro elaborou um orçamento inicial de R$ 1,5 milhão para os reparos emergenciais. O valor total para deixar o imóvel em plenas condições de moradia, contudo, poderia alcançar até R$ 5 milhões.
A proposta foi apresentada à Construtora New Home, responsável pelo empreendimento. A empresa, por sua vez, informou ao engenheiro que dispunha de apenas R$ 670 mil para investir nas obras, valor consideravelmente inferior ao mínimo necessário apontado na avaliação técnica.
Diante da divergência de valores e da recusa da construtora em cobrir o custo estimado para a reforma de segurança, a negociação para a execução dos reparos não evoluiu. O engenheiro destacou em seu relato que havia percebido o risco de o desabamento atingir a casa vizinha, onde as vítimas fatais se encontravam.




