As forças armadas dos Estados Unidos informaram, na noite de segunda-feira (20), que realizaram uma nova rodada de ataques contra o Irã, completando dez noites consecutivas de operações militares contra o país. Segundo os militares americanos, a mais recente ofensiva durou cerca de cinco horas.
O Comando Central dos EUA afirmou que os alvos foram centros de comando militar iranianos, locais de lançamento de mísseis e drones, capacidades marítimas e sistemas de defesa aérea. Foram divulgadas imagens noturnas de jatos e vídeos aéreos descritos como ataques de precisão, embora a agência de notícias Reuters não tenha conseguido verificar de forma independente o local ou a data das gravações.
Segundo Washington, o objetivo das ações é "reduzir a capacidade do Irã de continuar atacando navios comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz".
O conflito atual começou em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel atacaram o Irã. Em resposta, Teerã passou a atacar todos os países da região do Golfo que abrigam bases americanas, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e até mesmo aliados como Omã, além de Israel. No Bahrein, sirenes de alerta foram acionadas na terça-feira (21), após a noite de ataques americanos.
O impacto na navegação comercial é severo. O tráfego diário de navios pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, despencou. Na segunda-feira, apenas nove embarcações passaram pelo local, de acordo com dados do MarineTraffic.
O número representa uma queda drástica em comparação com o período anterior ao conflito. Cinco meses atrás, a média era de 130 navios atravessando a passagem diariamente, segundo informações da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.
Os ataques aumentam a preocupação com a segurança das embarcações e prejudicam o transporte de petróleo. Há relatos de que várias embarcações comerciais foram atingidas pelo Irã. Outro problema na região é a falsificação de sinais de GPS, que interfere na navegação e dificulta o monitoramento do tráfego marítimo.
Em um comunicado separado, o Pentágono informou que quase 100 militares dos EUA foram feridos em um período de duas semanas.







