O exército dos Estados Unidos anunciou neste domingo (19) o início de uma nova onda de ataques contra o Irã, marcando a nona noite consecutiva de ações militares. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), a ofensiva continuará para "degradar as capacidades militares iranianas utilizadas para atacar navios comerciais e marinheiros civis que transitam pelo Estreito de Ormuz".
A escalada americana tem como objetivo "punir" o Irã, conforme comunicado, após a confirmação das primeiras mortes de militares dos EUA desde a retomada das hostilidades. O Pentágono confirmou neste domingo a morte de um agente no norte do Iraque, ocorrida durante a remoção de um drone de ataque iraniano que havia sido abatido.
Na oitava noite de bombardeios, as forças americanas atacaram instalações militares iranianas e posições do "Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica". De acordo com o Centcom, essas forças foram responsáveis por ataques contra militares americanos na Jordânia em 17 de julho.
Do lado iraniano, as agências de notícias Mehr e Tasnim reportaram ataques americanos em Sirik, um porto no Estreito de Ormuz. A agência oficial Irna também noticiou um "ataque militar inimigo americano nas proximidades de Hajiabad", na mesma província de Hormozgan.
A resposta de Teerã foi dura. O general iraniano Ali Abdollahi, citado pela televisão estatal, declarou que todo ataque americano enfrentará "uma resposta decisiva e devastadora". Em seguida, o Exército iraniano anunciou o lançamento de drones explosivos contra duas bases militares americanas no Kuwait.
Autoridades do Kuwait ainda não detalharam os possíveis danos, mas o exército do país afirmou estar respondendo a "ataques hostis com mísseis e drones" iranianos. Pouco depois, sirenes de alerta soaram no Bahrein, onde fica a sede da Quinta Frota americana. O comando militar no local informou que suas defesas aéreas "confrontaram, interceptaram e destruíram vários ataques aéreos traiçoeiros do Irã".








