Astrônomos e entusiastas se preparam para um dos eventos celestes mais aguardados do ano. Em 12 de agosto, um raro eclipse solar total cruzará o Hemisfério Norte, escurecendo o céu em plena luz do dia por alguns minutos.
O fenômeno ocorre quando a Lua se posiciona exatamente entre a Terra e o Sol, bloqueando completamente a luz da estrela. A faixa de totalidade, onde a cobertura será de 100%, passará pela Groenlândia, Islândia, norte da Espanha, uma pequena área de Portugal, o Oceano Atlântico e o extremo norte da Rússia.
Para os observadores localizados no centro da trajetória da sombra lunar, a escuridão total deve durar pouco menos de dois minutos e meio. Na maior parte do percurso, no entanto, a duração será inferior a dois minutos. O eclipse não será visível no Brasil.
Mesmo fora da área de cobertura total, milhões de pessoas poderão acompanhar um eclipse parcial. O evento será visível em diferentes graus em quase toda a Europa, no norte dos Estados Unidos, no Canadá e em partes do noroeste da África.
Na Europa Ocidental, o eclipse reserva um espetáculo adicional. Em países como a Espanha, o fenômeno coincidirá com o final da tarde, permitindo que o Sol se ponha enquanto ainda está parcialmente encoberto pela Lua, uma combinação visual considerada rara por especialistas.
A expectativa é especialmente alta na Espanha, que não testemunha um eclipse solar total há mais de um século. Cidades na rota do fenômeno já se preparam para receber um grande número de turistas, fotógrafos e observadores de todo o mundo.
Eclipses solares totais acontecem, em média, a cada 18 meses em algum ponto do planeta. Contudo, a raridade está na sua ocorrência em um mesmo local, com o intervalo entre dois eventos podendo superar os três séculos em uma mesma região.







