O Bahamas, um dos mais emblemáticos e controversos estabelecimentos da noite de São Paulo, encerrou suas atividades de forma definitiva. A confirmação foi feita pela administração ao portal g1 nesta segunda-feira (13).
Em nota, a gestão do Bahamas informou apenas que "o Bahamas encerrou as atividades", e comunicou que não haverá um posicionamento adicional sobre o tema nem a designação de um porta-voz para comentar o assunto.
O fechamento ocorre sete meses após a morte de seu fundador, o empresário Oscar Maroni, em 31 de dezembro de 2025. Aos 74 anos, Maroni, que tinha Alzheimer, era a imagem do negócio. A causa de sua morte não foi divulgada pela família.
Fundada nos anos 1990 no bairro de Moema, na Zona Sul da capital paulista, a casa noturna se tornou um dos endereços mais conhecidos da cidade. Sua fama estava ligada tanto à prostituição quanto à figura de seu proprietário, que fez do local uma extensão de sua própria personalidade.
Ao longo de mais de três décadas, o Bahamas acumulou um histórico de disputas judiciais e interdições. Em 2013, após Maroni ser absolvido de acusações pelo TJ-SP, o estabelecimento passou a funcionar como um hotel. Mais recentemente, em 2021, o local foi interditado por promover uma festa clandestina durante a pandemia.
O fim das atividades do Bahamas fecha um capítulo na história da noite paulistana, encerrando a trajetória de um empreendimento que se confundia com a de seu criador.








