Os três irmãos Tal, Oren e Alon Alexander foram condenados a 30 anos de prisão cada um, nesta terça-feira (27), em Manhattan. A sentença foi determinada após o trio ser considerado culpado por tráfico sexual nos EUA, em um esquema no qual utilizavam encontros e viagens de luxo para dopar e agredir mulheres.
Presos desde 2024, os réus também terão de pagar multas de US$ 300 mil cada. Oren recebeu ainda uma penalidade financeira extra de US$ 50 mil por abuso sexual infantil. Corretores de imóveis de luxo conhecidos, eles recorriam a iates e jatos particulares para atrair as vítimas. Conforme os registros do caso, mais de 70 mulheres foram agredidas pelo grupo ao longo de duas décadas.
A juíza federal Valerie E. Caproni anunciou as sentenças no tribunal de Manhattan, aplicando uma pena inferior à prisão perpétua pedida pelos promotores federais. A magistrada classificou a conduta dos irmãos como vergonhosa, degenerada e monstruosa, comparando os réus ao personagem Dr. Jekyll e Mr. Hyde ao rejeitar a alegação de que a paternidade e o casamento teriam modificado o perfil do trio.
Durante a sessão, 11 mulheres se pronunciaram e algumas choraram na galeria do tribunal. Uma das vítimas definiu a experiência violenta como uma eternidade de terror. Lindsey Acree questionou diretamente os réus durante a audiência sobre o motivo de tanto ódio contra as mulheres. Outra vítima, Lexi Zettle, relatou ter sido tratada como uma boneca de pano.
Apesar de demonstrarem arrependimento pela forma como trataram mulheres no passado, Tal, Oren e Alon Alexander negaram ter drogado ou estuprado as vítimas. Diante da condenação e das sentenças fixadas, os três pediram para cumprir pena perto de Miami.









