Um relatório da perícia da Polícia Civil de São Paulo apontou que 27 dispositivos eletrônicos, apreendidos durante uma operação contra a produtora do filme "Dark Horse" em junho, não foram lacrados de forma correta. O material precisou ser devolvido para a adequação dos lacres antes de ser analisado.

Segundo os documentos, que se tornaram públicos neste domingo (13) após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, retirar o sigilo do processo, as falhas foram constatadas em 9 notebooks, 5 celulares e 13 pendrives.

A perita criminal Viviane Menezes afirmou no laudo que as guias de lacração apresentavam vãos grandes o suficiente para permitir a retirada de um pendrive. O relatório também descreve que seria possível conectar cabos aos celulares e notebooks apreendidos por conta das aberturas.

Após a constatação do problema, os aparelhos foram devolvidos para que os agentes realizassem a lacração correta. Posteriormente, o material foi novamente submetido e analisado pela perícia.

Os documentos anexados ao inquérito, no entanto, não informam se a perícia avaliou a integridade dos dispositivos ou se eles sofreram algum tipo de violação em decorrência das falhas nos lacres.

O inquérito da Polícia Civil de São Paulo foi compartilhado com a Polícia Federal por determinação do ministro Dino.