A Polícia Federal (PF) apreendeu uma adega com garrafas de vinho avaliadas em R$ 9,5 mil na casa do publicitário Kécio Gonçalves, em Belo Horizonte. A ação ocorreu no âmbito da Operação Rota do Sal, que investiga um suposto esquema de desvio de R$ 100 milhões em contratos de transporte escolar e universitário em Minas Gerais.
Kécio Gonçalves é apontado como uma pessoa próxima a Mateus Simões (Novo), vice-governador de Minas Gerais. O publicitário trabalhou na campanha de Simões à Prefeitura de Divinópolis em 2020 e também atuou na comunicação da Associação Mineira de Municípios (AMM) durante a gestão do político.
A operação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte e em outras cidades mineiras. Segundo as investigações, o esquema envolveria o direcionamento de licitações para um cartel de empresas de transporte, com a participação de agentes públicos e políticos.
Os contratos sob suspeita foram firmados por prefeituras do interior de Minas para o transporte de estudantes. A PF apura se houve sobrepreço e se parte dos recursos foi desviada para o pagamento de propinas.
Além dos vinhos, os agentes federais apreenderam documentos, celulares e outros materiais que podem auxiliar na investigação. A defesa de Kécio Gonçalves não havia se manifestado sobre o caso até a publicação desta matéria.
O governo de Minas Gerais e o vice-governador Mateus Simões não são alvos da investigação. Em nota, o governo estadual informou que não tem relação com os fatos apurados e que a operação não interfere nas atividades da administração pública.








