Cresce a pressão para que o senador Jaques Wagner deixe a liderança do governo no Senado. A situação se intensificou após o parlamentar ter sido alvo de uma operação da PF na semana passada, e aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva agora esperam que ele se desligue do cargo para evitar desgastes na campanha à reeleição.
A expectativa no ambiente político é que Wagner e Lula se reúnam em Brasília entre esta terça e quarta-feira para tratar do assunto. Fontes próximas ao presidente admitem o desconforto com a sinalização de que o senador baiano não gostaria de deixar o posto estratégico.
A avaliação interna é que a permanência de Wagner na liderança deixa a campanha de Lula exposta e vulnerável a críticas de adversários. A equipe do pré-candidato do PL à presidência, Flávio Bolsonaro, é citada como um dos principais focos de preocupação.
Interlocutores do governo afirmam que o próprio Lula prefere que a decisão de sair parta do senador. Este estilo, em que o presidente evita determinar demissões diretamente, é apontado como uma característica de sua gestão.
Nos últimos dias, aliados de ambos conversaram com Jaques Wagner para analisar os possíveis impactos do episódio no desempenho de Lula nas eleições. O conselho dado foi que ele se afastasse da liderança para se dedicar à sua defesa e para focar na própria campanha de reeleição ao Senado.
Embora o futuro de Wagner seja considerado incerto, a aposta no Palácio do Planalto é que o senador chegará ao encontro com Lula já convencido da necessidade de se desligar da função. Por essa razão, fontes do governo avaliam que a reunião só acontecerá se for para formalizar essa saída.








