A influenciadora Rafa Kalimann, que acumula 40 milhões de seguidores, afirmou que a maneira como é tratada na internet se assemelha à de alguém que cometeu um crime. A declaração foi dada durante sua participação no videocast ‘Conversa vai, conversa vem’, onde refletiu sobre o ódio nas redes, a maternidade e a fé.

Mãe de Zuza, de cinco meses, Kalimann expôs sua intimidade no documentário “Tempo para amar”, do GNT. Segundo ela, a motivação foi mostrar a realidade do puerpério, que definiu como "fisicamente tranquilo e uma luta emocionalmente". “Me vi completamente perdida numa realidade muito diferente da que idealizava, de propaganda de margarina. É difícil encarar que a maternidade não é só esse lugar de puro amor e luz”, disse.

Na série, ela aborda a solidão vivida mesmo ao lado do marido, o cantor sertanejo Nattan. Kalimann explicou que a decisão de incluir o tema foi para servir de alerta a outros casais. “Ele não sabia, como muitos não sabem. Concordamos que seria um serviço para outros entenderem que não se vira pai só quando o filho nasce, mas quando o positivo chega”, afirmou, destacando que a situação gravada há seis meses mudou significativamente desde então.

Questionada sobre os constantes ataques que recebe, Rafa Kalimann lamenta que seu sucesso profissional seja frequentemente desmerecido. “Sempre dizem que consigo fazer meus projetos porque um homem me deu oportunidade, que sou amante de não sei quem ou sei o segredo de um poderoso da Globo. Sou disciplinada, faço meu trabalho com determinação. Esse é o segredo que sei”, declarou.

A influenciadora também se defendeu de acusações de intolerância religiosa. Ela esclareceu uma polêmica envolvendo a palavra “desgraça”, que sua personagem na novela “Família é tudo” dizia com frequência. “Não é uma palavra que fico falando em casa. Dentro da minha crença, ela não é bem-vinda. Fiz uma brincadeira nos stories e criaram essa história sensacionalista”, explicou.

Outra controvérsia foi sobre um vídeo em que ela supostamente teria evitado cantar um trecho de samba que citava divindades africanas. Kalimann, que se declara cristã, rechaçou a acusação e afirmou que respeita todas as crenças. “No sagrado do outro não se mexe, se respeita”, pontuou. Ela contou que visitou o terreiro do Gantois e foi recebida por Mãe Carmem para aprender sobre o candomblé.

“Abrir a internet e ver que, por engajamento, uma jornalista pegou quinze segundos de um vídeo (...) e usar isso como intolerância religiosa... É mexer com um lugar muito perigoso”, lamentou. Para ela, a intensidade das críticas é desproporcional. “Não tenho resposta. O que foi que eu fiz? A maneira com que me tratam é como se tivesse cometido um crime. É sem freio, sem pudor”, finalizou.